terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aula de reforço + frequência = R$ 50,00

Terça-feira, 07/09/2010
Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Governo quer pagar alunos para que assistam a aulas de reforço de Matemática. A proposta gerou debate no meio educacional

Publicado em 07/09/2010 | Denise Paro, da sucursal
Oferecer R$ 50 em vale-presente para alunos assistirem a aulas de reforço é o caminho para o sistema educacional brasileiro? Inspirada na cultura da recompensa, a proposta surgiu no estado de São Paulo, gerou polêmica e acabou engavetada temporariamente. Porém, não deixou de instalar um debate no meio educacional.

Considerado uma forma de incentivo aos alunos com baixo desempenho escolar, o projeto do vale-presente, que faz parte de um programa chamado Multi­plicando o Saber, visa oferecer bolsas de R$ 50 para estudantes do ensino fundamental, da 6.ª e 7.ª séries, frequentarem aulas de reforço da disciplina de Mate­mática. As aulas seriam ministradas por alunos do 2.º e do 3.º anos do ensino médio, com desempenho excelente na disciplina, que receberiam R$ 115 pela atividade. O vale teria de ser trocado por cadernos, livros, CDs ou materiais semelhantes.

Descaso dos pais agrava problema
Disponibilizar bolsas de estudos ou recompensa financeira para alunos frequentarem aulas de reforço não é uma iniciativa comum, pelo menos no Brasil. O mais comum são programas de incentivo, mas sem remuneração. No Paraná, desde 2004, a rede estadual de ensino oferece reforço das disciplinas de Matemática e Português aos alunos da 5.ª e da 6.ª séries do ensino fundamental no contraturno escolar. Cada sala tem de ter no máximo 20 alunos, mas o limite não é problema porque as salas estão longe de ficarem lotadas.

A professora da equipe técnico-pedagógica do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu (NRE) Cristiane Balla diz que alguns alunos não conseguem comparecer às aulas por dificuldades de transporte escolar e falta de apoio dos pais. “O problema maior é a família apoiar o aluno”, diz. Essa é a realidade que bate às portas da Escola Estadual Paulo Freire, em Foz do Iguaçu. Dos 20 alunos que precisam das aulas de reforço, apenas 60% vão com regularidade às aulas, que ocorrem duas vezes por semana. “Nós chamamos os pais, convocamos, fazemos reunião, mas o número de alunos que comparece é pequeno”, diz o diretor do colégio, Valdecir Martins.

Desinteresse

Responsável pelas aulas de Matemática, o professor Sandro Tawil diz que o problema é vencer o desinteresse dos alunos em estudar. “Eles não mostram comprometimento apesar de tentarmos usar jogos e sala de informática. Nada chama atenção”, diz.

Kevin Eduardo Silva, 11 anos, deveria frequentar as aulas de reforço. Começou no início do ano, mas não manteve o ritmo. Ele diz que tem dificuldade de acordar cedo e leva uma hora caminhando para chegar à escola. “No dia do reforço escolar também tenho futebol”, conta ele, que sonha em ser jogador. Alunos que não se interessam em comparecer às aulas de reforço dizem que não se importam em reprovar nas disciplinas.

Na outra ponta estão aqueles que aproveitam o reforço. Igor Luiz de Oliveira, de 11 anos, e Fernando Henrique de Jesus, 12 anos, dizem que gostam das aulas. “O professor dá uma aula diferente”, conta Igor. (DP)
O projeto é resultado da parceria da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo com o Banco Interamericano de Desen­volvimento (BID) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os investimentos previstos são de US$ 663 mil (cerca de R$ 1,1 milhão), dos quais US$ 130 mil da Secretaria de Educação, US$ 200 mil do BID e US$ 333 mil de outros parceiros.

Formatada e lançada no início de agosto, a proposta gerou reações entre educadores. Menos de uma semana após o projeto ser lançado, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo resolveu suspendê-lo para o início do ano letivo de 2011, sob alegação de que é preciso discutir a ideia junto à comunidade acadêmica e à população.

As críticas

Uma das entidades já consultadas, o Sindicato de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), desaprova a iniciativa. Para a presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, o projeto poderia surtir efeito contrário por desestimular o aluno a estudar. “Ele pode pensar em ficar de recuperação porque ganha R$ 50.” Para a professora isso poderia até criar um sentimento de chantagem nas escolas. Outro ponto do projeto criticado pela presidente da Apeoesp é em relação aos efeitos. Para ela, a proposta não ataca a estrutura do problema pelo qual a educação passa hoje, ou seja, professores mal remunerados e salas de aulas superlotadas.

Pró-diretora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Grupo Uninter, a professora-doutora Shiderlene de Almeida critica vários pontos do projeto. O primeiro deles é a limitação à disciplina de Matemática. Segundo ela, seria preciso pensar não apenas nessa disciplina, mas também em outras pelo fato de hoje se falar muito em interdisciplinaridade nas escolas. Ela também questiona a necessidade de remuneração.

Para a professora, a escola deveria ser local de educação integral, que envolveria não só o aluno, mas também a família. “Se a família não está envolvida, não adianta só colocar a criança para fazer aula de reforço. A família é essencial e precisa estar presente. Só o dinheiro não vai sanar as dificuldades de aprendizagem, pode ser uma solução paliativa”, afirma.

A professora cita um projeto de pesquisa na área de psicopedagogia desenvolvido por meio de parceria entre o Instituto Bra­sileiro de Pós-Graduação e Exten­são, o Instituto Pelé Pequeno Príncipe e a prefeitura de Curi­tiba. Cerca de 60 crianças de 7 a 12 anos da rede municipal frequentam de forma voluntária, uma vez por semana, oficinas psicopedagógicas, com base interdisciplinar na leitura, escrita e Mate­mática, que também priorizam o envolvimento dos pais. Ati­vidades também são propostas para os alunos fazerem em casa. “Geralmente eles tomam consciência que os filhos precisam de ajuda”, diz Shiderlene. São cedidos apenas vales-transportes e lanches.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sancionada lei que regulamenta tradução de Libras

Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010
Foi sancionada a lei que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais – Libras (Lei 12.319/10). Para exercer a atividade, o profissional precisa ter nível médio e certificado de curso profissionalizante, de extensão universitária ou de formação continuada promovido por instituição de ensino superior ou outra entidade credenciada.

De acordo com a Agência Câmara, a proposta que deu origem à lei (PL 4673/04) foi apresentada pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) e aprovada pela Câmara em 2009, na forma de um substitutivo elaborado pela relatora, deputada Maria Helena (PSB-RR).

Entre as atribuições do tradutor e intérprete de Libras estão efetuar a comunicação de surdos com ouvintes, com outros surdos e com cegos; interpretar atividades didático-pedagógicas em escola do nível fundamental; atuar em processos seletivos; apoiar o acesso a serviços públicos; e prestar seus serviços em depoimentos em juízo, em órgãos administrativos ou policiais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a exigência de curso superior em Tradução e Interpretação com habilitação em Libras para profissionais que ingressarem no mercado a partir de 2016. Também foi suprimida a exigência de proficiência em Libras para os não-graduados que já estão no mercado mas não têm um curso técnico na área.

Outro veto foi para o dispositivo que previa a criação posterior de um conselho federal e de conselhos regionais para aplicar a regulamentação da profissão e fiscalizar o exercício profissional.

A justificativa para esses vetos foi que, “ao impor a habilitação em curso superior específico e a criação de conselhos profissionais, os dispositivos impedem o exercício da atividade por profissionais de outras áreas, devidamente formados”.

A autora e a relatora da proposta concordam com a não exigência do curso superior para o exercício da profissão.

CAS discute bonificação para profissionais das escolas

Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010
A concessão anual de uma bonificação para os profissionais da educação básica que estejam lotados e em exercício, em escolas de suas redes de ensino, e que apresentarem melhoria em seu desempenho foi discutida na quarta-feira (1.º) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Trata-se de um substitutivo do projeto (PLS 319/08) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

De acordo com o texto em discussão, o benefício deverá ser concedido aos profissionais que elevarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ou outro indicador que o suceda, em 50% ou alcançarem o índice mínimo de seis. Para o pagamento da bonificação, deverá haver prévia reserva nas leis orçamentárias.

Segundo a Agência Senado, a relatora e também presidente da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), opinou pela aprovação da proposta na forma do substitutivo já acatado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Esse texto alterou o caráter da medida de determinante, como previa o projeto original, para autorizativa.

Tendo em vista também que apenas 1% das redes escolares municipais tem pontuação acima de seis e nenhuma das redes estaduais consegue atingir essa faixa, o substitutivo ajusta de sete para seis a nota mínima do Ideb para fins de acesso à nova gratificação salarial. Foram incluídos também os profissionais da rede pública de educação básica federal como potenciais beneficiários da medida.

A matéria deverá retornar à pauta da próxima reunião da comissão. E, como está sendo examinada em caráter terminativo , precisa de quórum qualificado para votação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Escolas devem adotar nome social de gays nas chamadas

Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010
Uma prática que já acontece no Paraná deve se espalhar por todo o Brasil: o fato de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais terem o chamado nome social nos livros de chamadas das escolas. Há alguns dias o MEC expediu ofício aos Conselhos Estaduais de Educação do país e associações ligadas à educação formal do país solicitando que essa prática fosse seguida.

Com isso, em vez do nome de registro civil, o nome adotado pelas pessoas transexuais e travestis é que deverá constar nos documentos internos escolares. A orientação teve início no Ministério Público do Paraná, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Educação.

A decisão foi da promotora de justiça Hirmínia Dorigan de Matos Diniz. O parecer foi em resposta à consulta feita pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-PR), que atendeu a uma reivindicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). O parecer é do ano passado.

De acordo com Hirmínia, a inclusão do nome social deve se dar apenas nos registros estritamente internos das escolas, como aqueles constantes nos livros de chamada dos professores. Ela ressalta, no entanto, haver a necessidade da existência de alguma forma de registro nas escolas, como uma ficha com tal opção, que relacione o nome civil com o nome social, para controle documental.

No parecer, assinado pela socióloga Daiane de Oliveira Lopes Andrade, o MEC recomenda que todas as unidades da federação adotem medidas para a promoção do respeito à diversidade sexual e à identidade de gênero a fim de garantir um efetivo combate à homofobia e ao sexismo no ambiente escolar.

Embora a medida já tenha sido adotada em alguns estados, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul, bem como em algumas capitais, como Belo Horizonte, a prática até então não havia sido institucionalizada em grande parte do país.

(SITE NOTA 10)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

INSCRIÇÃO ABERTAS PARA MESTRADO NA UFPR





MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
SETOR DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
EDITAL
De acordo com a legislação vigente e as decisões do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em
Educação, faço público, para conhecimento dos interessados, que se encontram abertas as
inscrições para o Mestrado Acadêmico em Educação, no período de 31/08/2010 a 30/09/2010,
das 9:30 às 17:30, na Secretaria do Programa, à Rua General Carneiro, 460, Edifício D. Pedro I, sala
107, Curitiba-Pr, CEP 80.060-150. Serão aceitas inscrições por correspondência registrada, desde
que a data de postagem obedeça ao período de inscrição.
NORMAS DO PROCESSO SELETIVO 2010/2011
MESTRADO ACADÊMICO
1) DOCUMENTOS EXIGIDOS PARA INSCRIÇÃO
 Ficha de inscrição devidamente preenchida, obtida na Secretaria do Programa de Pós-
Graduação em Educação ou através da página do Programa de Pós-Graduação em Educação
www.ppge.ufpr.br  Inscrições e Processo Seletivo  Ficha de Inscrição
 Cópia do diploma de graduação ou declaração de estar cursando o último período do curso de
graduação; nesse caso, até a data da efetivação da matrícula o aluno aprovado deverá
comprovar a conclusão do curso;
 Histórico escolar de curso de graduação;
 Currículo Lattes/CNPq documentado; não serão aceitos outros modelos de currículo
(http://lattes.cnpq.br/)
 Fotocópia da Carteira de Identidade;
 Fotocópia do CPF;
 Uma foto 3x4 recente;
 Anteprojeto de pesquisa, em três vias impressas, no formato A4, máximo de 10 páginas, corpo
12, espaço duplo. O anteprojeto deve seguir a seguinte estrutura:
- Encadernado em espiral;
- FOLHA DE ROSTO: nome do pesquisador, título do trabalho e ano;
- DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA - trata-se de um texto contendo os seguintes aspectos:
1. Apresentação do objeto da investigação, demonstrando a sua articulação com a linha de
pesquisa escolhida;
2.Argumentação sobre a relevância do estudo para o campo do conhecimento
educacional;
- OBJETIVOS - enunciado sintético que identifica o que se pretende atingir com a pesquisa;
- REVISÃO DE LITERATURA - texto no qual o pesquisador demonstra a sua familiarização
com as idéias, obras e autores do campo temático que circunscreve o objeto de
investigação delimitado em seu projeto;
- REFERÊNCIAS - relação de obras utilizadas de acordo com as normas de referenciação
bibliográfica da ABNT ou UFPR.
2
OBS: NÃO SERÃO ACEITAS INSCRIÇÕES QUE NÃO APRESENTEM A DOCUMENTAÇÃO COMPLETA
PREVISTA NESTE EDITAL
2) CRONOGRAMA DE INSCRIÇÃO E DO PROCESSO SELETIVO
 31/08 a 30/09/2010 – Inscrições;
 24/10/2010 – prova escrita, das 09 às 12 horas, à Rua General Carneiro, 460, Prédio D. Pedro I.
O ensalamento será divulgado em edital e na internet na semana que antecede à prova;
 24/11/2010 – Divulgação em edital e na Internet dos resultados da 1ª fase do processo
seletivo.
 De 29/11 a 10/12/2010 – 2ª fase do processo seletivo (entrevistas), nas dependências do
Edifício D. Pedro I, General Carneiro 460. O ensalamento será divulgado em edital e na
internet na semana que antecede à entrevista;
 Até 17/12/2010 – divulgação em edital e na Internet dos resultados finais.
OBS.: Os resultados serão divulgados via Internet (www.ppge.ufpr.br). Não serão informados
resultados por telefone.
3) COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO
No ato da inscrição, os candidatos receberão um comprovante da entrega dos documentos
indicados no item 1. Este comprovante deverá ser apresentado, juntamente com a carteira de
identidade, em todas as fases da seleção. Aqueles que realizarem inscrição pelo correio deverão
retirar o comprovante na Secretaria do Programa no dia da prova escrita.
4) PROCESSO DE SELEÇÃO
1ª Etapa (eliminatória)
 Prova escrita, considerando-se:
1. Compreensão e elaboração dos problemas tratados na bibliografia indicada;
2. Competência textual.
OBS: A PROVA ESCRITA DEVERÁ SER REDIGIDA EM LÍNGUA PORTUGUESA. NÃO SERÃO
CORRIGIDAS PROVAS REDIGIDAS EM OUTROS IDIOMAS.
2ª Etapa (eliminatória e classificatória; somente para os candidatos aprovados na primeira
etapa)
 Análise do anteprojeto, considerando-se:
1. Adequação da investigação à área e à linha de pesquisa;
2. Conhecimento do tema;
3. Objetividade no trato das questões propostas.
 Análise do Curriculum Vitae, considerando-se:
1. Formação acadêmica;
2. Atividades profissionais e de pesquisa;
3. Publicações;
4. Participação em eventos científicos e acadêmicos.
 Entrevista individual que visa obter dados complementares sobre o projeto de pesquisa, a
prova escrita e o currículo.
5) BANCA EXAMINADORA
3
A seleção será feita por área temática e/ou linha de pesquisa, conforme o caso, que designará
banca composta por três doutores titulares e dois (2) suplentes, para provimento de vagas
definidas segundo os projetos de pesquisa em andamento e a disponibilidade dos professores
orientadores, observado o limite máximo estabelecido nas Normas Internas do Programa,
incluindo mestrandos e doutorandos. A banca examinadora, de acordo com as suas necessidades,
poderá convocar outros professores do programa para auxiliar no processo seletivo.
6) NÚMERO DE VAGAS POR LINHA DE PESQUISA E BIBLIOGRAFIA DA PROVA ESCRITA
Linha de Pesquisa Cognição, Aprendizagem e Desenvolvimento Humano
14 vagas
Referências para a prova escrita
CASTORINA, J. A. Piaget e Vigotsky: novos argumentos para uma controvérsia. Cadernos de
Pesquisa, nov. 1998, n.105, p. 160-183. Disponível em:
http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/162.pdf . Acesso em 05/07/2010.
CROCHIK, J. L. et al. Atitudes de professores em relação à educação inclusiva. Psicologia: ciência e
profissão, mar. 2009, vol.29, no.1, p.40-59. Disponível em: < http://pepsic.bvspsi.
org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-
98932009000100005&lng=pt&nrm=iso >. Acesso em 05/07/2010.
DINIS, N. F.; BERTUCCI, L. M. (Orgs). Múltiplas Faces do Educar: processos de aprendizagem, educação e
saúde, formação docente. Curitiba: Editora UFPR, 2007.
DINIZ, E.; KOLLER, S. H. O afeto como um processo de desenvolvimento ecológico. In: Dossiê
Cognição, Afetividade e Educação. Educar em Revista. Curitiba: Editora UFPR, n. 36, p. 65-76,
2010.
STOLTZ, T. A informação e a organização da informação no conhecimento social. In: GUIMARÃES,
S. R. K.; STOLTZ, T. (Orgs.). Tomada de consciência e conhecimento metacognitivo. Curitiba:
Editora UFPR, 2008, pp. 263-278.
TEIXEIRA, Beatriz de Bastos. Ainda cabe a pergunta: psicologia para quê?
In: Psicologia – interfaces com a educação e saúde. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
As temáticas de pesquisa que a Linha de Cognição, Aprendizagem e Desenvolvimento Humano
privilegia constam no seguinte endereço: http://www.ppge.ufpr.br/cadh.htm
Linha de Pesquisa Cultura, Escola e Ensino
13 Vagas
Referências para a prova escrita
(Acesso ao material de referência bibliográfica: Pasta 303, fotocopiadora do segundo andar do Ed.
Dom Pedro I, Reitoria da UFPR).
FORQUIN, Jean-Claude. Escola e Cultura : as bases sociais e epistemológicas do conhecimento
escolar. Trad. Guacira Lopes Louro. Porto Alegre, RS : Artes Médicas, 1993 (Pasta 303, xerox do
segundo andar do Ed. Dom Pedro I)
4
LOPES, Alice R.C. Conhecimento Escolar: ciência e cotidiano. Rio de Janeiro:EdUERJ, 1999, p. 33 a
101
ROCKWELL, Elsie. De Huellas, bardas y veredas: una historia cotidiana de la escuela. In
ROCKWELL, Elsie (cord) La escuela cotidiana. 2a. reimpr. México, Fondo de Cultura Económica,
1997.
SCHMIDT, M.A.; GARCIA, T.M.B.; HORN, G. (org). Diálogos e perspectivas de investigação. Ijuí:
UNIJUÍ, 2008. (coleção Cultura, Escola e Ensino; volume 1)
OBSERVAÇÃO: considerando-se a diversidade de abordagens, as referências específicas de cada
núcleo temático serão avaliadas nos projetos e nas entrevistas.
As temáticas de pesquisa que a Linha de Cultura, Escola, Ensino privilegia constam no seguinte
endereço: http://www.ppge.ufpr.br/cee.htm
Linha de Pesquisa História e Historiografia da Educação
11 Vagas
Referências para a prova escrita
Livro: BENCOSTTA, Marcus Levy (Org.) Culturas escolares, saberes e práticas educativas: itinerários
históricos. São Paulo: Cortez Editora, 2007.
Capítulos de livro: REVEL, Jacques. História e Historiografia. Exercícios críticos. Curitiba: Editora da
UFPR, 2010. (Capítulos “Recursos narrativos e conhecimento histórico”; “A biografia como
problema historiográfico” e “O fardo da memória”) p. 205-264.
Artigo: VIÑAO, Antonio. Higiene, salud y educación en su perspectiva histórica. Educar em Revista.
2010, n.36, pp. 181-213.
As temáticas de pesquisa que a Linha de História e Historiografia da Educação privilegia constam
no seguinte endereço: http://www.ppge.ufpr.br/hhe.htm
Linha de Pesquisa Políticas e Gestão da Educação
13 vagas
Referências para a prova escrita
DUBET, François. O que é uma escola justa?. Cad. Pesqui. [online]. 2004, vol.34, n.123, pp. 539-
555. ISSN 0100-1574. doi: 10.1590/S0100-15742004000300002.
FERREIRA, E. & OLIVERIA, D. A. Crise da Escola e Políticas Educativas. Belo Horizonte: Autêntica,
2009.
As temáticas de pesquisa que a Linha de Políticas e Gestão da Educação privilegia constam no
seguinte endereço: http://www.ppge.ufpr.br/pge.htm
Linha de Pesquisa Mudanças no Mundo do Trabalho e Educação
09 vagas
Referências para a prova escrita
5
BRAVERMAN. H. Trabalho e capital e monopolista. A degradação do trabalho no século XX. LTC,
1994. Caps. 4, 6 e 7.
COSTA, Márcio e KOSLINSKI, Mariane Campelo. Entre o mérito e a sorte: escola, presente e futuro
na visão de estudantes do ensino fundamental do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação,
v.11, n. 3 jan/abril 2006. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v11n31/a10v11n31.pdf.
FARIA, José Henrique de. Gestão Participativa: relações de poder e de trabalho nas organizações.
São Paulo: Atlas, 2009.
FERRETI, C. (org) Novas Tecnologias, trabalho e educação. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.
GOUNET, T. Fordismo e toytostimo na civilização do automóvel. Ed. Boitempo, 1999.
KUENZER, Acacia Zeneida. A educação profissional nos anos 2000: a dimensão subordinada das
políticas de inclusão. Educ. Soc., Out 2006, vol.27, no.96, p.877-910.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-
73302006000300012&lng=pt&nrm=iso
KUENZER, A. Z. (org). Ensino Médio: construindo uma proposta para os que vivem do trabalho. 6.
ed. São Paulo: Cortez, 2009.
MORAES, Maria Célia Marcondes(org). Ilumisnismo às avessas: produção de conhecimento e
políticas de formação docente. Rio de janeiro: DP&A, 2003.
SILVA, Monica Ribeiro. Currículo e Competências: a formação administrada. São Paulo: Cortez,
2008.
Silva, Monica Ribeiro da. Tecnologia, trabalho e formação na reforma curricular do ensino
médio. Cad. Pesqui., Ago 2009, vol.39, no.137, p.441-460. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
15742009000200007&lng=pt&nrm=iso
OBSERVAÇÃO: O PROJETO DE PESQUISA DO CANDIDATO AO MESTRADO DEVERÁ,
OBRIGATORIAMENTE, ESTAR RELACIONADO A UM DOS SEGUINTES TEMAS DE PESQUISA:
- Relações de poder, educação e trabalho;
- Juventude, trabalho e escolarização;
- Formação e trabalho docente;
- Educação e trabalho em perspectiva histórica
Mais informações sobre a Linha de Pesquisa em Mudanças no Mundo do Trabalho e Educação
constam no seguinte endereço: http://www.ppge.ufpr.br/mmte.htm
7) ORIENTAÇÕES ADICIONAIS PARA O PROCESSO DE INSCRIÇÃO, ELABORAÇÃO DO PROJETO DE
PESQUISA E PROVA ESCRITA.
As orientações referentes às ementas, aos objetos de investigação e aos professores credenciados
nas diferentes Áreas Temáticas e Linhas de Pesquisa estão expostas na página do programa na
internet www.ppge.ufpr.br
6
8) RESULTADO FINAL
O resultado final será divulgado por ordem alfabética. A classificação dos candidatos é definida
pelas bancas examinadoras. As vagas oferecidas não serão obrigatoriamente preenchidas. As
notas finais serão disponibilizadas para consulta dos candidatos na Secretaria do Programa após o
término do processo seletivo.
9) PRAZO DE REALIZAÇÃO DO CURSO
Os candidatos aprovados terão o prazo máximo de 24 meses para conclusão do curso, a contar da
data da matrícula, conforme Resolução 65/09- CEPE-UFPR.
10) CANDIDATOS NÃO SELECIONADOS
Os candidatos não selecionados deverão retirar os documentos entregues no ato de inscrição, na
Secretaria da Pós-Graduação em Educação, entre 20 de dezembro de 2010 e 28 de fevereiro de
2011. Após esta data a documentação será descartada.
11) RECURSOS
Os recursos ao processo seletivo deverão ser encaminhados por escrito ao Colegiado do Programa
de Pós-graduação em um prazo de dois dias úteis após a divulgação dos resultados finais.
12) CASOS OMISSOS
As situações não previstas neste Edital serão resolvidas pelo Colegiado do Programa de Pósgraduação
em Educação, atendendo a legislação vigente.
Professor Doutor Ângelo Ricardo de Souza
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação
Curitiba, agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Professor que ensina melhor pode ter prêmio

GAZETA POVO 10-08-2010
Política educacional

Projeto de lei condiciona o pagamento do 14.º salário ao bom desempenho de alunos no Ideb. A proposta divide opiniões de especialistas

10/08/2010 | 00:10 | Tatiana Duarte - educacao@gazetadopovo.com.br
Os professores da educação básica das redes públicas municipal, estadual e federal podem passar a receber um adicional em seus salários, se conseguirem fazer com que seus alunos aprendam mais. É o que prevê um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional e que deve ser votado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, ainda neste mês. Se aprovada, a proposta segue para a apreciação da Câmara dos Deputados.

De autoria do senador Cris­tovam Buarque (PDT-DF), a proposta é premiar, com o pagamento do 14.º salário, os professores que atuam em escolas que atingem o Índice de Educação Básica (Ideb) 6 ou tenham a média au­­mentada em pelo menos 50%. O Ideb é um indicador criado pelo governo federal para avaliar a qualidade da educação brasileira, medido a cada dois anos. É composto pela avaliação de desempenho de estudantes do 5.º e 9.º anos do ensino fundamental (antigas 4.ª e 8.ª séries) e 3.º ano do ensino médio, mais a taxa de aprovação.

Saiba mais
Especialistas falam sobre os prós e os contras da propostaPiso salarial não é cumprido
Dois anos após ser aprovado, o Piso Nacional dos Professores ainda é desrespeitado pela maioria dos estados e municípios brasileiros. A afirmação é da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Em Nova York, aumento de salário veio antes de reforma
O pagamento de bônus por mérito aos professores é uma das medidas implantadas em Nova York desde 2002, quando foi promovida uma reforma educacional pelo prefeito Michael Bloomberg, que no ano passado foi eleito para seu terceiro mandato. Antes mesmo de se implantar o sistema de meritocracia no município, porém, os professores receberam 43% de aumento.

Para o senador, a ideia é reconhecer o trabalho das pessoas que se dedicam e conseguem bons resultados na educação. Ele explica que uma emenda será apresentada ao projeto e que os professores da escola poderão escolher por meio de assembleia se querem ou não receber o benefício. “O incentivo é para todos os professores das escolas que conseguirem um salto no Ideb. Não estamos colocando a culpa em ninguém, mas incentivando os que se esforçam. Se fôssemos baixar os salários, daí sim estaria errado”, comenta, fazendo referência às críticas que o projeto tem recebido.

Uma corrente de gestores brasileiros já tem usado o sistema de recompensas, mas para tentar mudar a realidade de escolas em que os alunos não apresentam bons desempenhos. A iniciativa é baseada na reforma educacional de Nova York, conhecida co­­mo a Reforma de Bloomberg, adotada a partir de 2002 e que passou a responsabilizar as secretarias de Educação pelos resultados dos estudantes, além de dar autonomia para que as escolas contratassem ou demitissem seus professores (leia mais no texto abaixo).

Dentro dessa lógica, o sistema de pagamento de bônus por mérito já ocorre nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Per­nam­buco. No Paraná, a cidade de Foz do Iguaçu, onde está localizada a escola que obteve a maior nota no (Ideb) nas séries iniciais do ensino fundamental (Escola Municipal Papa João Paulo I), também utiliza essa política. Desde o ano passado, a prefeitura se comprometeu a pagar o 14.º salário para todos os professores e funcionários das escolas que melhorassem em 25% seus índices. Das 48 escolas avaliadas no município, apenas duas não atingiram a meta.

Mesmo com essas iniciativas isoladas, que apresentam resultados positivos, o projeto de Buarque ainda deve causar muita polêmica. O principal questionamento é se professores da rede pública devem ou não ter sua eficiência colocada à prova. A reportagem da Gazeta do Povo ouviu representantes de diversos setores da sociedade civil sobre o assunto.

IMPLANTE COCLEAR



Desenvolvido pelos residentes da Disciplina de Clínica Otorrinolaringológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo .



I. INTRODUÇÃO

É uma prótese eletrônica desenvolvida para captar energia sonora mecânica e convertê-la em sinais elétricos que são enviados ao nervo coclear e interpretados pelo paciente. Os componentes deste sistema são similares em todos os modelos:

· unidade de processamento da fala (externo): microfone, processador da fala, sistema de acoplamento, circuito de estimulação implantável.

· unidade de suporte para programação: sistema baseado em um microcomputador, cuja finalidade é programar os parâmetros da fala.

· unidade implantável interna: antena de recepção e eletrodos de estimulação.

Em resumo o microfone capta o som e o transforma em sinais elétricos. Estes sinais são amplificados e codificados pelo processador da fala que é o “cérebro”do implante, pois ele seleciona freqüências e amplitudes sonoras que são enviadas ao sistema transmissor que emite ondas eletromagnéticas (sistema transcutâneo) para a unidade interna que estimula as terminações do nervo auditivo.

Estudos sugerem que o local da estimulação seja o gânglio espiral.


II. CLASSIFICAÇÃO

A) Quanto ao modo de funcionamento do processador da fala:

· Analógico: o som convertido em sinal elétrico e amplificado mantém as mesmas características de freqüência e intensidade.

· Digital: O som captado é filtrado e codificado em determinados parâmetros antes de ser transmitido.

B) Quanto a forma de acoplamento: percutâneo (transmissão por continuidade) ou transcutâneo (indução magnética).

C) Tipo de eletrodos: intracoclear ou extracoclear

D) Número de eletrodos: monocanal (não permite boa discriminação de ruídos e palavras) e multicanal.

E) Modo de estimulação do eletrodo: múltipla simultânea (vários eletrodos são estimulados simultaneamente) ou única (somente um eletrodo recebe o estímulo).


III. SELEÇÃO DE PACIENTES

A) Critérios do Implante coclear (FMUSP-1):

Pacientes portadores de disacusia neurossensorial profunda bilateral que:

1) já tenham adquirido linguagem antes da perda auditiva (surdez pós-lingual)

2) Não tenham obtido benefício com prótese auditiva (ganho convencional de inserção menor do que 55dB HL)

3) Tenham o nervo coclear com capacidade residual suficiente para obter uma sensação subjetiva de som ao estímulo elétrico apresentado.

4) Tenham avaliação psicológica favorável em relação à motivação para usar o implante e se submeter as adaptações do modelo.

5) Saibam ler, escrever e ter boa leitura labial, requisitos necessários para um bom aproveitamento na fase de reabilitação.


B) Critérios de Exclusão (para o atual FMUSP-1):

1) Idade abaixo de 10 e acima de 45 anos

2) Surdez pré lingual

3) Otites

4) Mal formações congênitas de osso temporal

5) Patologias vestibulares com hipertensão endolinfática

6) Deficiência mental

Observação: alguns autores também indicam o implante também para crianças com mais de 2 anos. A presença de cavidade radical prévia e ossificação coclear não necessariamente contra indica o implante. O nível de disacusia geralmente aceito para indicação de 95dB HL ou maior.


C) Avaliação

1) Função auditiva

· Audio + impedanciometria

· BERA + ECOG

2) Função vestibular

· Teste vestibulares e pares cranianos

· Eletronistagmografia

3) Integridade do N. Coclear:

Estímulo elétrico no promontório - determinar percepção sonora ou não ( o teste negativo não implica contra indicação absoluta, mas menor chance de respostas)

4) Testes psicológicos

5) Explicar o tratamento, cirurgia e a reabilitação para o paciente e sua família


IV. TÉCNICA CIRÚRGICA (Técnica Profs. Aroldo Minitti - Ricardo Bento)

É realizada uma mastoidectomia radical com timpanotomia posterior.

É realizada uma depressão arredondada no osso parietal a 4 cm posterior ao CAE para a unidade receptora interna. Broca-se um sulco entre a janela redonda e a cavidade mastóidea onde será inserido o(s) eletrodo(s).

Assim o eletrodo ativo é insinuado na cavidade mastóidea e passado pela timpanotomia posterior com fixação do mesmo. O eletrodo pode ser intracoclear (introduzido 5 mm através da janela redonda) ou extracoclear (fixa no núcleo da janela redonda).


V. COMPLICAÇÕES:

As complicações são as mesmas da cirurgia do ouvido crônico, isto é infecção, paralisia facial, fístula liquórica, meningite e riscos da anestesia. Todos estes riscos são remotos em cirurgia de ouvido crônico e foi provado que também o são na cirurgia para implante.

O sistema percutâneo tem maior incidência de processos infecciosos que o transcutâneo já que no 1º o sistema transmissor e receptor são contínuos. Não há evidência que o implante atue negativamente no sistema vestibular e zumbido.

Problemas com degeneração dos elementos neurais remanescentes devido a trauma mecânico, osteogênese, estimulação elétrica e extensão de infecção do ouvido médio para o ouvido interno ou SNC não ocorreram.


VI. REVISÃO CIRÚRGICA:

· Troca de aparelho defeituoso

· Upgrade


VII. BENEFÍCIOS DERIVADOS DO IMPLANTE COCLEAR:

A OMS estima que 10% da população mundial tem deficiência auditiva e que esta é a principal causa de deficiência física crônica sem tratamento. No Brasil estima-se em 350.000 o número de indíviduos com deficiência auditiva severa.

Até os dias atuais, o tratamento mais efetivo concluído para surdez total é o implante coclear.

Acredita-se que 50% dos pacientes com implante conseguem perceber razoavelmente palavras monossilábicas ou sentenças e que 25% - 50% dos pacientes com implantes multicanais pode ouvir em níveis variados palavras ao telefone.

Estes pacientes recuperam o contato com o meio externo, sendo capazes de reconhecer sons ambientes. A leitura labial ajuda muito nos diálogos.

Deve-se acrescentar a importância do desenvolvimento no nosso país de programas nacionais para desenvolvimento tecnológico do implante coclear como é o caso do projeto FMUSP-1.


BIBLIOGRAFIA:

1) Tratado de ORL-Otacílio e Campos.Parte IV ;cap 35


ARTIGOS:


1. Tratamento cirúrgico e reabilitação de surdos peri e prelinguais, adultos e crianças com o implante coclear multicanal Nucleus

Garcia J.M. M.D., Barón clemencia.,García Jorge. M.D., Peñaranda Augusto. M.D., Niño Caudia. MD., Campos Silvia.

Fundación Santa Fé de Bogotá Colômbia.

ENT Journal, March 1994; 73, 3.

Introdução:

Os autores reportam 4 casos de pacientes submetidos a colocação de implante coclear; e apresentam os resultados preliminares.

Casos:

4 pacientes foram submetidos a colocação de implante coclear com aparelho Nucleus mini 22 System.

Um dos pacientes é um adulto masculino com surdez n.s. bilateral profunda, secundaria a incompatibilidade Rh; o segundo uma criança de 3 anos 11 meses com surdez n.s. bilateral profunda devido a rubéola materna; o terceiro uma mulher de 28 anos com surdez n.s. bilateral profunda também por rubéola materna e o quarto uma mulher de 31 anos com surdez n.s. bilateral profunda por administração de ototóxicos aos 9 anos.

Preoperatoriamente os pacientes foram estudados do ponto de vista médico e audiológico incluindo, estimulação do promontório e CT de ossos temporais; foi tida em conta a expectativa familiar e do paciente, a performance em situações de comunicação e o estado psicológico.

Resultados Clínicos:

Os limiares audiométricos mudaram logo depois da programação e ofereceram aos 4 pacientes melhora significante com uma resposta plana perto de 40 a 50 dB no audiograma. Os progressos foram evidentes em relação ao desenvolvimento psicolinguístico na criança e na capacidade comunicativa social e ocupacional nos adultos. Reporta-se uma complicação relacionada com infecção do flap na criança tratada satisfatoriamente com penicilina ev.


2. Desempenho de adultos surdos pré e pós-linguais que tem usado implante coclear simples ou multicanal.

JB Hinderink, M.D., AFM. Snik. PhD., LMH. Mens, PhD, JPL. Brokx, PhD., P. van den Brroek, PhD.

Nijmegen, Netherlands.

ENT Journal; March 1994; 73,3.

Introdução:

Vários estudos tem demostrado que em geral, o progresso dos pacientes surdos pós-linguais com implante multicanal foi superior ao de os pós-linguais implantados com monocanal. Só poucos estudos tem-se orientado a avaliar os resultados da implantação em adultos prélinguais e até donde os autores sabem não tem estudos comparativos entre os diferentes sistemas de implante em adultos surdos prélinguais.

Neste estudo os autores comparam os resultados dos testes de reconhecimento de fala em surdos pré e pós-linguais que tem aparelhos multi ou monocanal. Foram revisados os resultados de dois anos de acompanhamento; devido que pode-se esperar melhora nos scores segmentar e supra-segmentar durante os dois primeiros anos pós implante mas não posteriormente.

Pacientes:

O grupo de pacientes está constituído por 8 pares de surdos, 4 pares prélinguais e 4 pares pós-linguais organizados conforme o inicio e a duração da surdez devido a que estas duas variáveis foram consideradas relacionadas com a eficiência do implante. Cada par estava constituído por um paciente implantado com mono canal e outro com multicanal.

Os pacientes cumpriam com os requisitos para candidatos a implante.

Metodologia:

Foram administrados testes de reconhecimento da fala pré e pós implante nos aspectos segmentais ( reconhecimento de palavras), e supra segmentais ( reconhecimento de padrões de palavras) o Monosyllable- Trochee- Spondee ( MTS) ; adicionalmente foi usado um teste de identificação de sons ambientais pré-gravados e o CDT ( continuous discourse tracking) este último usado para determinar o numero de palavras repetidas por minuto corretamente quando lidas ao paciente. estes testes foram realizados sem e com o implante ligado e seus resultados comparados estatisticamente.


Resultados e discussão:


Foram encontrados melhores resultados nos pacientes pós-linguais que tinham implante multicanal do que em aqueles pós-linguais com implante monocanal.

a comparação da performance entre os pares pré-linguais mostra uma diferencia menor do que a dos pares pós-linguais. Em alguns dos pares pré-linguais, notou-se a tendência dos portadores de monocanal mostrarem resultados melhores do que os de os portadores de multicanal. Isto, segundo os autores, sugere que os implantes monocanal com estimulação analógica podem ser mais vantajosos para pré-linguais do que os aparelhos digitais multicanal. . O anterior justifica estudos futuros e indica que em pré-linguais o implante coclear monocanal pode ser suficiente.


Fonte : surdos.com.br